domingo, 10 de abril de 2011

Zelda Ocarina of Time

Jogos podem marcar gerações, como Mario e suas "evoluções" durante o fim dos anos 80 e começo dos 90. Jogos podem simular a realidade, como o famosíssimo "The Sims". Podem ir mais longe, simulando o cotidiano, feito do revolucionário "Heavy Rain". Mas talvez o conceito mais genial,inovador e influente de toda história dos games tenha sido apresentado em 1998, produção da gigante Nintendo, força até hoje a ser batida, o intitulado ZELDA : OCARINA OF TIME.


O ano : 1998 foi um ano mágico para os fãs de video-game. 3 grandes nomes que perduram até hoje surgiram nesse período. Foram eles : Metal Gear Solid, Half-Life e Tekken 3 (além do excelente Fifa 98). Sendo o exato vigésimo terceiro dia de Novembro Zelda chegava as lojas americanas.


A técnica : Nunca antes um jogo havia chegado tão perto graficamente de representar um rio, um ser humano, um pássaro, uma ponte, uma cidade, um campo, enfim Zelda tecnicamente, para a epóca era perfeito. Para mostrar isso de forma mais clara, comparo aqui uma imagem do bom "Turok 2 : Seeds of evil" de mesmo ano de lançamento.





(Turok 2 : Seeds Of Evil)




(Zelda : Ocarina of time)


Obs : Todo o potencial gráfico é explorado logo na primeira cena do jogo, quando Navi, uma fada ajudante de Link viaja pela vila dos Kokiri's numa cena de tirar o fôlego até para os padrões modernos de cinematografia em games.


História : Ponto alto e diferencial do jogo, a história de Zelda é tão inovadora que chega a ser absurda. Misturando elementos mitológicos, antropológicos e mágicos, tudo começa com um pesadelo do protagonista Link. BAM! Mergulhamos totalmente no universo do jogo.

A história é intrigante : Link, membro da tribo dos Kokiri's, deve impedir Ganondorf, rei do povo Gerudo de obter um dos "pedaços" da Triforce, artefato que confere grandes poderes a seu detentor. Para evitar esse mal, o pequeno Kokiri deve passar por templos e chefes reunindo relíquias. Com muitas reviravoltas e inúmeras side-quests (missões alternativas) o jogo se mostra incrivelmente hábil em contar e reinventar uma história extremamente complexa.




Jogabilidade : Outro aspecto inovador do jogo é a absurda quantidade de coisas a fazer e a dificuldade de fazê-las. Vários itens como boomerangues, bombas, estilingues, espadas e até mesmo uma roupa para mergulhar são exaustivamente usados durante o jogo. Apesar dessa variedade, um dos pontos mais louváveis do jogo não é um item, mas um animal, Epona. Chega a ser tão fantástico passear a cavalo que é uma experiência comum, após concluir o game, trafegar por Lake Hylia, Hyrule field entre outros lugares sem propósito algum, apenas para admirar a beleza dessa obra-prima chamada Zelda. Podendo ainda pescar, jogar puzzles de memória e colecionar Gold Skulltulas o tempo em que os ávidos jogadores passam esquentando o cartucho de Ocarina of Time é incomensurável.




(Link "escapando" com Epona)


Som : Produzida pela japonesa Pony Canyon, a trilha sonora é uma obra à parte. Com 82 faixas, a orquestra musical vai desde conhecidíssimas composições como a Gerudo Theme a sons grudantes como Bolero of Fire e Minuet of forest.


Fato interessante : A GameSpot elegeu a trilha sonora de Zelda como uma das 10 melhores de todos os tempos.


Fato interessante² : É possível encontrar remixes da trilha de Zelda no site http://ocremix.org/


Conclusão : Não é por acaso que o site Gamerankings elegeu, atráves da coletânea de várias críticas de experts, Zelda Ocarina of Time o melhor jogo de todos os tempos. Todo RPG produzido posteriormente a Zelda deve muito a ele. A minha sugestão é que o novo navegante jogue essa obra-prima no N64, já que o controle ajuda bastante principalmente pelos 4 botões amarelos, além do fato de ser a versão "nua e crua" do jogo, sem alterações como foram feitas no excelente Zelda Master Quest para Gamecube. O jogo é algo tão faraônico, fantástico e perfeito que fica dificíl colocar tudo que faz dele o melhor jogo já criado em uma review, então admito que o que exponho aqui é apenas um excerto.



Nota final : (Obra-prima)